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Conselho Consultivo de Aparados da Serra é reformulado

Na última reunião do Conselho Consultivo de Aparados da Serra, no dia 9 de junho, foi realizada uma convocatória com a finalidade de promover a renovação do Conselho, que ao final da reunião terminou reduzido. Das 32 instituições participantes, manifestaram interesse e foram eleitas 27. Dentre as entidades que saíram por não terem firmado uma participação ativa junto ao Conselho, tampouco comparecendo a esta última reunião, vale ressaltar o Governo do Estado de Santa Catarina, que perdeu a representação de suas Secretarias. Lastimável! Por outro lado, o Comando Ambiental da Brigada Militar passou a compor o Conselho e se espera que a sua participação venha a fortalecer as atividades de fiscalização junto aos Parques.


Outra discussão que teve destaque foi sobre a ética nas interações entre os membros do Conselho. A polêmica foi levantada pelo gestor do Parque, Deonir Zimmermann, em função da manifestação do conselheiro representante da Federação Gaúcha de Montanhismo, em seu perfil pessoal numa rede social, tecendo críticas a respeito da má gestão do Parque, porém fragilmente ironizadas com a nominação dos parques como “Atrapalhados da Serra e Cancela Geral”. Os analistas ambientais que atuam na UC apresentaram ao conselho uma carta resposta indignados com a manifestação. De um lado, houve até a proposta de que o conselho tivesse um código de ética, de outro, o alerta para que se tenha cuidado em não estabelecer mecanismos que venham a ser utilizados para cercear as opiniões divergentes, inerentes à democracia, ressalva feita pelo representante quilombola e pelos próprios técnico do ICMBio.


Para Alexandre Krob, coordenador técnico do Curicaca, se há comprovação de calúnia e difamação por parte da Federação ou do conselheiro - o que não parece ser o caso -, caberia ao ICMBio se posicionar com firmeza utilizando-se dos meios que tem. A situação remete, por outro lado, para uma reflexão sobre o funcionamento do conselho e da gestão participativa. “É preciso evoluir na compreensão de que este é composto por instituições, não por pessoas, e de que as relações devem se dar por aí. O fato provoca a necessidade de reflexão sobre a origem das críticas e da necessidade de se buscar, sempre e para todos os envolvidos, mais qualificação na gestão participativa”. Portanto, foi encaminhada para a próxima reunião, uma pauta que pretende discutir a organização interna, a eficácia e as fragilidades e pontos que podem ser revertidos em prol de uma atuação mais coesa do grupo de Conselheiros, partindo do reconhecimento de que a atuação coletiva precisa ser aprimorada para que se alcance os objetivos do plano de manejo.

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