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Corredor ecológico para o cervo dá novos passos

Os corredores ecológicos são importantes ferramentas para a conservação da biodiversidade. Pensando nisso, a equipe do Programa de Conservação do Cervo-do-Pantanal no Rio Grande do Sul (PROCERVO) vem analisando e discutindo as áreas preferenciais para o estabelecimento do corredor ecológico que visa à conservação do último reduto da espécie no estado.


A última oficina realizada com esse fim chegou a importantes definições para a implantação do corredor. Posteriormente à apresentação dos resultados das entrevistas realizadas com os moradores do Assentamento Filhos de Sepé e dos mapas de interpretação do uso e cobertura do solo na área, foi decidido que dois alvos guiarão a tomada de decisões para manter e restaurar os caminhos entre remanescentes de banhados.


O cervo, evidentemente, é um deles. Por ser uma espécie guarda-chuva e pela necessária proteção à última população deste mamífero presente no estado é essencial que as ações do projeto sejam planejadas tendo como base a sua conservação. As áreas úmidas naturais e os remanescentes e conexões entre elas foi o outro alvo definido pelos participantes por abranger a conservação de todo o conjunto de banhados e matas paludosas, incluindo as espécies que ali vivem.


Posteriormente à definição do alvo, foram discutidas as possíveis ameaças a cada um deles. De todas as possibilidades identificadas foram priorizadas cinco para cada um dos alvos. Algumas das prioridades são: as espécies exóticas e invasoras - como, por exemplo, o pinus e o javali -, os efluentes agrícolas de silvicultura e a existência da pecuária e da criação doméstica de animais, incluindo o possível desmatamento para tal.


Em função das detalhadas discussões, não foi possível a conclusão da oficina. Foi marcado, portanto, um novo encontro para o mês de agosto em que serão definidos o conjunto de ações para reversão das causas das ameaças e os indicadores de monitoramento da eficácia das ações.


O encontro, que aconteceu no Instituto de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), contou com a participação de representantes do Instituto Curicaca, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), do Ibama e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM).

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