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Dia 27 de maio: pra lembrarmos que a Mata Atlântica é todos os dias

Enquanto seus remanescentes diminuem ano a ano, os índices percentuais de desmatamento aumentam a cada novo relatório de monitoramento.

O Dia da Mata Atlântica toca o Instituto Curicaca de muitas formas. Nos emociona, nos motiva, nos provoca para mais. Surgimos voltado para a conservação das florestas com araucária e dos campos de altitude associados aos Parques Nacionais de Aparados da Serra e Serra Geral. Ampliamos nossas ações para as florestas atlânticas da Serra Geral por meio de corredores ecológicos. Alcançamos as formações de restinga ajudando a criar e atuando no Parque Estadual de Itapeva. E daí não paramos mais! Pra provocarmos a reflexão de que a Mata Atlântica é todo o dia e não apenas um dia só, estamos dando o nosso destaque um dia depois do dia 27 de maio.

Quem é essa senhora Mata Atlântica?

A Mata Atlântica é uma das florestas mais biodiversas do Planeta. Abriga mais de 15.700 espécies de plantas, 2.208 de vertebrados, sendo 8 mil delas endêmicas. Também é lar de 72% da população brasileira e detentora de 70% do PIB nacional.


No período de colonização do Brasil, ocupava cerca de 1.315.460 km² totalizando 15% do território nacional, mas durante os séculos de negligência  e exploração do bioma, foi perdendo território a medida que era degradada. Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, atualmente restam apenas 12,4% da floresta original.


Florestas de Mata Atlântica são reconhecidas mundialmente por sua importante contribuição na renovação e manutenção de condições ambientais fundamentais a biodiversidade e até mesmo à economia. Por fazer parte de um grande ciclo envolvendo outros biomas brasileiros, a Mata Atlântica também tem papel protagonista na agricultura, pesca, extrativismo, turismo, geração de energia e lazer.  Por essas e muitas outras razões, foi reconhecida como Reserva da Biosfera pela UNESCO e Patrimônio Nacional, na Constituição Federal de 1988. Foi o primeiro bioma brasileiro a ser assegurado por lei (Lei da Mata Atlântica 11.428/2006), principal ferramenta legislativa para a proteção das suas áreas.


Os desafios para continuarmos tendo Mata Atlântica

Todavia, mesmo com seu importante papel no cenário brasileiro e mundial, a Mata Atlântica segue sendo negligenciada e sofrendo fortes pressões, que fazem desse bioma um dos mais ameaçados do Planeta. Sua riqueza, que tanto nos da, não esta sendo adequadamente preservada. Justamente, pelo muito que nos ofereceu e ainda oferece, tem nela a maior concentração urbana do país.


Acomodar 145 milhões de brasileiras e brasileiros habitantes de suas áreas tem como consequência grandes impactos ambientais. Desmatamentos sucessivos e estratégias econômicas não sustentáveis, associados à desordenada expansão urbana e agropecuária são protagonistas nesse processo de destruição expondo a necessidade de um planejamento inteligente, sustentável e que valorize a preservação dos nossos ecossistemas.


É preciso melhor compreender e reconhecer os serviços ambientais oferecidos pela Mata Atlântica à sociedade humana e que estão protegidos nas Unidades de Conservação. Estas são efetivos mecanismos de garantia da continuidade desses benefícios. Oferecendo diferentes graus de proteção à natureza, parques e reservas somam mais de 2.300 UC na Mata Atlântica. A responsabilidade de criação e manutenção desses importantes espaços é dos governos federal, estaduais e municipais, mas também do setor privado com as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). O Instituto Curicaca contribui com a RPPN Mata do Professor Baptista, em Dom Pedro de Alcântara, RS.


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