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Estudo sobre causas das enchentes de 2024 tem colaboração técnica do Curicaca

Um estudo realizado pelo instituto de pesquisas WRI Brasil e que contou com a colaboração técnica do Instituto Curicaca, foi entregue ao Rio Grande do Sul. Identificou os fatores sociais, econômicos e de governança, moldados por decisões humanas e institucionais, que contribuiram com a catástrofe. Analisou os elementos que estruturaram e reforçaram a vulnerabilidade ao longo do tempo na construção do risco associado ao desastre, apontando 11 causas raiz.



O desastre, embora desencadeado por um evento hidrometeorológico extremo, foi produto de um processo histórico de construção do risco. Fatores sociais, econômicos e de governança foram centrais para a deflagração e a amplificação dos impactos das chuvas intensas. Esses fatores, comuns a outros cenários de desastres climáticos, destacam que o papel das decisões humanas e institucionais na produção e na disseminação social do risco ao longo do tempo é tão significativo quanto a própria ocorrência do evento físico-climático.


Causas raiz são fatores estruturais profundos, como desigualdades socioeconômicas e políticas de desenvolvimento que historicamente perpetuam vulnerabilidades e moldam a produção do risco. Os fatores indutores de risco correspondentes às forças que, no curto e médio prazos, criam ou agravam essas condições, como a expansão urbana descontrolada e a má governança.


Olhar com o necessário cuidado os resultados do estudo (link nos comentários) nos permite responder se as ações pós enchentes estão sendo direcionadas para reduzir os fatores de risco e, em médio e longo prazo, sanar as causas raiz. Essa análise a sociedade e os três Poderes devem fazer. Preliminarmente, percebemos que em grande parte as ações parecem não estar direcionas às pressões.


O estudo não foi finalístico nos subsídios a tomada de decisão. Tendo apontado 53 pressões associadas às causas raízes, ainda não indicou quais as mais prioritárias. Alcançar essa hierarquização é de extrema importância para que a política climática, limitada nos recursos finaceiros, deixe de funcionar como um balcão de negócios com escolhas feitas a partir das ofertas.

 
 
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