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Estudos genéticos ajudarão a proteger a população relictual de cervo-do-pantanal no RS

Pesquisadores do Instituto Curicaca e do Centro de Ecologia da UFRGS intensificaram as busca pelo cervo-do-pantanal em locais da APA do Banhado Grande e do Refúgio da Vida Silvestre Banhado dos Pachecos. Remanescentes de áreas úmidas naturais que foram considerados como de ocorrência potencial para a definição de corredores ecológicos, estão agora recebendo armadilhas para a coleta de pelos permitindo a análise genética da ultima população desses animais existente no Rio Grande do Sul.


Uma preocupação surgida do esforço é que áreas intensamente ocupadas pelo cervo a cerca de três anos deixaram de apresentar vestígios. As causas ainda são hipotéticas, passando por alterações naturais e antrópicas no ambiente, conflitos de caça, perturbações vindas da produção agrícola próxima e fragmentação nos corredores. Por outro lado, pegadas de pelo menos dois indivíduos adultos e um filhote, assim como fezes, foram encontradas em outra área para a qual moradores locais indicavam a possibilidade de ocorrência.

O Programa de Conservação do Cervo-do-Pantanal no Rio Grande do Sul (PROCERVO), articulado pelo Curicaca desde 2010, busca conhecer melhor a população relictual, detalhar suas ameaças e vem implantando ações concretas de conservação. Em 2015 passou a receber apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que financia os estudos populacionais. A intenção da equipe é conseguir instalar colares de telemetria em alguns indivíduos, para acompanhá-los com detalhe. Isso permitiria confirmar a funcionalidade dos corredores, dominar melhor as interações com ameaças e melhorar muito as estratégias de conservação. Recursos para essa iniciativa estão sendo buscados e se alguém tiver uma ideia, entre em contato.


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