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Etapas de Planejamento e Monitoramento de UC pautou reunião da Comunidade

Ocorreu em Brasília, nos dias 03, 04 e 05 de fevereiro, uma oficina da Comunidade de Ensino e Aprendizagem em Planejamento de Unidades de Conservação, a qual visou discutir a etapa de Planejamento em Planos de Manejo de UC (Unidades de Conservação) e o monitoramento dos planos. A reunião contou com cerca de vinte pessoas, com expressiva participação dos membros do ICM-Bio, dentre os quais Erica Coutinho que expôs seu projeto de pesquisa sobre a dinâmica dos planos de manejo em UC federais. Além disso, na questão do monitoramento, houve o compartilhamento da experiência do Parque Nacional Campos Amazônicos, Parque Nacional da Tijuca e de um parque argentino.



No que concerne à pesquisa de Erica Coutinho, foram feitos questionamentos sobre a atitude dos gestores em relação aos planos em que os mesmos não possuem participação e se tais planos são efetivamente usados. Os resultados obtidos por ela mostraram que o grau de comprometimento dos gestores muda quando há uma maior capacitação destes para o planejamento. A pesquisa também indicou que o plano é mais respeitado pelos gestores quando há uma maior cobrança das instituições gestoras. Os resultados do trabalho de Erica apontam algumas estratégias importantes para evitar que os planos fiquem nas gavetas, seja no processo de elaboração, seja na dinâmica de gestão.


Já na apresentação sobre o monitoramente nas UCs brasileiras e da argentina, ficou claro que são poucos os casos em que os planos vêm sendo monitorados. A monitoria como um procedimento rotineiro recém está sendo adotada pelo ICM-Bio. Também se percebeu que são utilizados apenas indicadores de realização das atividades previstas e não de resultado efetivo sobre os objetivos do plano e sobre a conservação da biodiversidade. Para Alexandre Krob, que representa o Instituto Curicaca na Comunidade e participou da reunião, ainda existe um enorme desafio na definição de indicadores de resultado que sejam eficazes. Geralmente, acabam gerando muita demanda de trabalho para levantar e analisar os dados e, consequentemente, desinteresse. Além disso, o monitoramento só acontece de fato quando há repetição periódica e utilização em ajustes de processo, senão vira diagnóstico. A Comunidade deverá trazer importantes contribuições nessa parte tão importante da gestão, considera Krob.


A Comunidade

A Comunidade de Ensino e Aprendizagem em Planejamento em Unidades de Conservação foi criada em 2009, com o intuito de buscar melhores formas de conservação da biodiversidade. Além disso, há a busca incessante de levantar pautas relevantes por vezes ignoradas como, por exemplo, sobre a necessidade de preservar a Zona de Amortecimento – área em torno das UCs, cujo objetivo é filtrar os impactos negativos das atividades que ocorrem fora dela.


As reuniões presenciais ocorrem duas vezes por ano e uma comunicação constante do grupo ocorre por meio virtual, garantindo, assim, que novos métodos de conservação mais eficazes sejam implementados ao plano. À Comunidade também cabe a importante função de repassar seu aprendizado aos integrantes das instituições às quais pertençam, sendo por meio destas que o conhecimento compartilhado nas reuniões passará à sociedade.

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