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Inovações no monitoramento de fauna em hidrelétricas avançam no RS

O workshop para apresentação do documento que guiará a construção do Programa de monitoramento de fauna terrestre em empreendimentos hidrelétricos no Rio Grande do Sul, realizado na sede do IBAMA em Porto Alegre, teve encaminhamentos bastante positivos.


A metodologia proposta pelo Termo de Referência criado conjuntamente pelo Programa de Educação Tutorial (PET) da Biologia/UFRGS, pelo Instituto Curicaca, pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) e pelo IBAMA nos últimos dois anos responderá questões fundamentais para a compreensão e controle dos impactos sobre a biodiversidade causados nesses empreendimentos. Uma delas é se as espécies, ao deixarem a área desmatada para o enchimento do lago, conseguem se adaptar em outras áreas e outra, se, ao ocuparem novas áreas, estariam causando desequilíbrios na cadeia alimentar, o que pode levar ameaças aos animais que ali viviam.


Participaram do encontro analistas ambientais da área de licenciamento do IBAMA de Brasília, que avaliaram como viável do ponto de vista do custo a incorporação das metodologias propostas em grandes empreendimentos em âmbito nacional. Para empreendimentos de pequeno e médio porte, o processo ainda detalhará as análises de viabilidade financeira incluindo as avaliações dos consultores ambientais presentes. Segundo o grupo de técnicos de Brasília, o Rio Grande do Sul é pioneiro na discussão sobre o assunto.


Foi determinado um prazo de quinze dias após a reunião para manifestações complementares às que foram feitas presencialmente. Após esse período, o grupo de trabalho se reunirá para o fechamento do documento e para iniciar a dinâmica de incorporação dele nos processos de licenciamento em âmbito estadual. As estratégias para isso serão definidas a partir de um novo encontro.


O grupo foi recebido pelo Superintendente do IBAMA, João Pessoa, que manifestou satisfação com o trabalho uma vez que, por ter experiência na área de fauna, entende a importância da incorporação de novas metodologias de conservação que ampliem as garantias de sobrevivência das espécies.

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