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Instituto Curicaca quer evitar a extinção do butiá-da-praia e garantir a continuidade do artesanato



Em apenas uma década perdemos 15% dos remanescentes de butiazais do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A constatação, feita por pesquisadores do Instituto Curicaca, mostra uma grave falha de fiscalização e licenciamento pelas autoridades já que até a translocação de indivíduos está proibida desde 2014 pela Sema-RS.


“Estamos trabalhando pela conservação dos butiazais entre Torres e Osório há 20 anos, com projetos de conservação, socioeconomia, cultura, monitoramento e denúncias, mas na batalha da proteção da vegetação nativa estamos perdendo pela falha dos órgãos públicos de fiscalização e licenciamento. Não tínhamos mais como fugir da restauração como estratégia urgente, mas não queremos perder de vista que é necessário corrigir os problemas de controle do desmatamento e punir os culpados”, pondera Alexandre Krob, coordenador técnico do Instituto Curicaca.



A ONG vem articulando parcerias para que esse ambiente, que no século passado dominou a paisagem naquela região, possa ser recuperado, o que envolve cooperações com diferentes instituições públicas, comunidade local e empresas privadas. Um primeiro passo foi a parceria com o projeto "1000 árvores por dia", da FARM Rio, que está apoiando o plantio de 1800 mudas na região em quintais produtivos junto às famílias de artesãs ou em áreas que foram convertidas para outros usos.


As mudas estão sendo produzidas com a ajuda do Laboratório de Tecnologia de Sementes e o Centro de Pesquisa de Viamão, vinculados ao Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), extinta Fepagro. O processo de quebra de dormência e germinação das plântulas é bastante meticuloso e exige expertise.


Sem isso, uma semente pode levar até três anos para germinar naturalmente e a taxa de germinação é baixa, cerca de 20%. O pesquisador Gilson Schlindwein destaca: "essa é a primeira parceria que temos para restauração de butiazais". O primeiro lote de sementes veio do sítio Butiazal São José, que produz um suco delicioso. Um cuidado especial é dado na coleta das sementes para que não percam o poder germinativo.



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