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Livro “Fotojornalismo e legalidade 1961” de Claudio Fachel é recomendação de fotoleitura inspiradora

Claudio Fachel, fotógrafo, historiador e associado do Instituto Curicaca está lançando seu livro “Fotojornalismo e legalidade 1961” (veja convite aqui). Esse trabalho foi tema de seu mestrado em história, que buscou analisar o olhar de diferentes fotógrafos que percorreram os atos e pessoas de um dos maiores eventos históricos de Rio Grande do Sul e do Brasil.


Entre 2006 e 2007 Cláudio foi coordenador geral do Curicaca e suas fotografias tem ajudado a qualificar o trabalho de sensibilização ambiental e conscientiação ecológica que a ong vem desenvolvendo ao longo de sua existência. Suas fotos registraram nossos trabalhos em Cambará do Sul, em Itapeva, na Lagoa do Peixe e ajudaram a reforçar a beleza e aflição que a natureza nos transmite em seus momentos mais lindos e mais preocupantes.


O Corredor Ecológico pediu ao fotojornalista que nos dissesse, em poucas palavras, se existe algo comum entre o movimento pela legalidade e o movimento ambientalista. Eis a resposta:

Claúdio Fachel

“Acho que existe um ponto em comum entre os dois assuntos que pode ser resumido em uma palavra de ordem: Resistência. A legalidade não foi outra coisa senão a luta pela sobrevivência da democracia frente a um regime de opressão que se tentava implantar, não só no Brasil como em toda a America Latina. Um regime militar que tinha por trás o capitalismo selvagem norte-americano e que resume bem a idéia da utilização de todos os meios para a obtenção do lucro. Este sistema perverso, que em última análise explora a natureza e o homem pelo homem, tinha que ser combatido naquele momento nem que fossem pelas armas.
Atualmente, a Resistência tem que ser pela defesa do meio ambiente, para que o homem possa conviver mais em harmonia com o planeta, de uma maneira sustentável  e onde o desenvolvimento dos países passe, antes de tudo, pela preservação da natureza. "Resistir e vencer"; é a minha palavra de ordem para todo o movimento ambientalista. Essas poucas palavras, que não chegam a ser uma resposta à pergunta, são mais uma proposta a continuarmos a reflexão.”

Recomendamos uma passada no evento de lançamento do livro do Claudio e, sem dúvida, a sua fotoleitura.



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