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Moções indicam a importância de ações para conservação dos butiazais

O evento sobre o uso e manejo do butiá, do qual o Instituto Curicaca participou nos dias 18 e 19 de março, em Pelotas, teve como resultado a aprovação de duas moções que indicam a importância e urgência de ações para a conservação do butiá-da-praia (Butia catarinensis) e do butiá-anão (Butia lallemantii).


A primeira espécie ocorre no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, entre os municípios de Torres e Osório, onde o Curicaca realiza o projeto de Conservação e Uso sustentável dos Butiazais. O butiá-da-praia sofre com a expansão da agricultura, da pecuária e da área urbana e, mesmo estando ameaçado de extinção, é tratado como uma espécie sem valor que cresce em meio à capoeira. Por isso, a espécie pode ser considerada em alto risco de extinção.

Já o butiá-anão é encontrado na região Sudoeste do estado, mais especificamente no areais de Alegrete, Manoel Viana e São Francisco de Assis, e sofre com a expansão da agricultura e da pecuária. A espécie é vista como um indicador de campo fraco ou praga e, assim como o outro, não é cultivado, o que o coloca também em situação de alto risco.


O documento sugere que, para a proteção e conservação desses remanescentes, seja considerada a criação de Unidades de Conservação nos locais onde eles ocorrem. Como uma das estratégias para a sua conservação é o manejo sustentável de suas folhas e frutos, seria importante que a categoria da UC contemplasse isso. Um Refúgio da Vida Silvestre, por exemplo, seria uma boa solução. O documento foi aprovado por cerca de 150 participantes do evento, incluindo toda a comunidade científica presente, técnicos, lideranças comunitárias e representantes do setor público e foi assinado pela presidente da Fundação Zoobotânica, Arlete Pasqualetto, e pelo chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Clenio Pillon, representantes das duas instituições organizadoras. Acesse os documentos na íntegra aqui.

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