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Oportunidades e linhas de pesquisa em herpetologia nas instituições de ensino e pesquisa do RS

Durante a série de palestras sobre oportunidades de pesquisa, ocorrida no segundo dia do II Simpósio Gaúcho de Herpetologia, os participantes tiveram acesso às principais linhas de pesquisa sobre anfíbios e répteis no Estado. Os professores e pesquisadores mostraram seus temas de trabalho, apresentando os estudos realizados em seus laboratórios bem como a estrutura das instituições as quais estão vinculados. Abordaram também as possibilidades de estágio e orientação tanto em nível de graduação quanto pós-graduação nas suas instituições.

Entre as linhas apresentadas estão trabalhos relacionados à história natural das espécies e sua relação com o ambiente, à conservação de espécies ameaçadas, à avaliação de impactos antrópicos sobre a herpetofauna (monoculturas florestais, degradação e fragmentação de habitat), ao uso de anfíbios e répteis como indicadores de qualidade ambiental e para estabelecimento de áreas prioritárias para conservação, a inventários de herpetofauna e a experimentos em laboratório e em campo. Os palestrantes mostraram, não só as atividades de pesquisa científica, mas também as atividades de extensão relacionadas à herpetofauna, a importância dos Museus de História Natural e das coleções científicas vinculadas a eles para divulgação e difusão do conhecimento científico.

Os pesquisadores foram enfáticos em ressaltar a importância dos estudos básicos sobre a história natural de espécies destacando a carência desses estudos para o entendimento das relações das espécies de anfíbios e répteis com os habitats em que vivem. Reforçaram que estes estudos são fundamentais para o delineamento das estratégias de conservação para o grupo e para realização de estudos de cunho mais aplicado. O Pampa e a Planície Costeira Rio Grande do Sul foram mencionados como áreas importantes para a realização de pesquisas em herpetofauna, tanto pela falta de estudos com o grupo quanto pela sensibilidade ambiental da região frente aos impactos de diferentes ameaças antrópicas. Os pesquisadores contaram também diversas histórias de campo e suas experiências práticas na realização de pesquisas com herpetofauna. Além disso, divulgaram o “7° Congresso Brasileiro de Herpetologia” a ser realizado em Gramado no ano que vem e o “I Curso de Herpetologia” a ser realizado na Universidade federal de Santa Maria em 2015.


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