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Parceria entre Curicaca e WWF no Corredor Trinacional visa conservação da onça-pintada

Uma nova parceria entre Instituto Curicaca e WWF surge para dinamizar a implantação da porção meridional do Corredor Trinacional do Alto Paraná, que interconecta importantes remanescentes florestais do Brasil, Argentina e Paraguai. As duas instituições firmaram acordo voltado para a conservação da onça-pintada e de grandes mamíferos, que no Rio Grande do Sul só ocorrem na Região do Alto Uruguai.



A iniciativa envolverá o território que abrange o Parque Estadual do Turvo, o Parque Provincial Moconá e as reservas indígenas da Guarita e de Nonoai. Buscando articulação com gestores públicos, representantes sociais e do setor produtivo, a cooperação pretende um planejamento estratégico a partir das pesquisas feitas pelo Programa de Pós Graduação em Biologia Animal do Instituto de Biociências da UFRGS dentro e fora do Parque do Turvo. Da mesma forma, quer dar contorno prático às oportunidades sociais e econômicas dos serviços ecossistêmicos disponíveis na região aproveitando a experiência do WWF no entorno do Parque Nacional de Iguaçu.



Na quarta-feira, dia 20 de março, uma reunião no Parque Provincial Moconá entre representantes do WWF México, WWF Paraguai, WWF-Brasil, Fundação Vida Silvestre da Argentina e Instituto Curicaca promoveu um nivelamento das iniciativas institucionais em curso e o desenho de cenários futuros. A Biól. Flavia Tirelli mostrou dados que apontam para a coexistência de três onças machos no Parque do Turvo entre março e julho de 2018, desafios para sua conservação e as formas como pretendemos avançar na conectividade do parque com outras áreas protegidas. Jorge Bondar, coordenador técnico da Reserva da Biosfera Yaboti, e Alexandre Krob, coordenador técnico do Curicaca e presidente da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica no Rio Grande do Sul, intencionaram uma cooperação entre reservas para potencializar a gestão integrada das zonas núcleos Parque Moconá e Parque do Turvo.


O Curicaca vem atuando na região na implantação da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, da qual é membro da coordenação no Rio Grande do Sul, na implantação do Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná, na provocação e motivação que fez para que fosse criado o conselho do Parque do Turvo. Recentemente, como participantes da atualização das áreas prioritárias do Bioma Mata Atlântica demos destaque à região pela necessária conectividade entre áreas protegidas e iniciamos articulações com as reservas indígenas para estudos conjuntos da biodiversidade. Outro envolvimento vem da parceria com a UFRGS, quando acompanhamos a geração de dados de pesquisa e buscamos os meios para transformá-los em ações efetivas de conservação. A nova parceria com o WWF é um passo importante nesse sentido.

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