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Pesquisa em conservação de butiazais sob risco no Rio Grande do Sul

Atualizado: 4 de ago.


O laboratório de Sementes da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul tem papel central na pesquisa sobre butiás, palmeira chave para a ecologia e a cultura do Rio Grande do Sul. Coleta sementes das diversas espécies, produz mudas, que retornam para as áreas de origem em projetos de restauração ou sistemas produtivos.



Parte disso é realizado na Estação de Pesquisa em Viamão, próxima ao Autódromo de Tarumã, onde há casas de vegetação, viveiros e um amplo instrumental. Ali também está um importante banco de sementes, que guarda uma amostra do patrimônio genético brasileiro. Por meio de arboretos, as espécies são organizadas em um espaço amplo, distantes de outras palmeiras para evitar hibridação. Um deles, da espécie Butia catarinensis (butiá-da-praia), é mantido com a parceria do Instituto Curicaca.


“Há mais de 4 anos coletamos sementes do Butia catarinenses e do Butia yatai junto aos nossos parceiros, que levamos para a quebra de dormência e produção de plântulas no Laboratório de Sementes, com metodologia e equipamentos imprescindíveis, pois este gênero de palmeira pode levar anos para germinar na natureza”, destaca Alexandre Krob, coordenador técnico do Curicaca. “Depois, em parceria com os pesquisadores da Secretaria, fazemos a manutenção das plantas até que cheguem a um tamanho adequado para a restauração, o que pode levar três anos”, complementa.


As mudanças recentemente feitas pelo Projeto de Lei 280/2025, aprovado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deixaram apenas 18 hectares para a pesquisa, dos 148,8 originais. Essa pequena área precisa ser respeitada, ou todo um trabalho de décadas pode deixar de existir. Estudos sobre restauração de butiazais em escala, que precisam de áreas maiores para pesquisa antes de serem preconizados aos agricultores, poderão não mais ocorrer se o pouco que restou ainda for perdido. Alertamos que a Secretaria de Agricultura e o Estado do Rio Grande do Sul não podem se omitir de manter integridade dos 18 hectares, garantindo a continuidade da pesquisa, e chamamos o Judiciário a estar muito atento a essas necessidades em suas decisões.

 
 
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