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Planejamento integrado e atuação cooperada pretendem controlar a caça no Parque do Turvo

Ao lado de especialistas e representantes do Comando Ambiental da Brigada Militar, guarda-parques, Sema-RS, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Comando Rodoviário Estadual, UFRGS, ICMBio e WWF Brasil, o Instituto Curicaca promoveu e facilitou tecnicamente o processo de desenvolvimento do Plano Integrado de Controle da Caça de Animais Silvestres na Região do Parque Estadual do Turvo. Embasada na realidade do parque, a equipe do Curicaca contribuiu na elaboração do plano por meio de ações de diagnóstico, capacitação, análise lógica e sensibilização sobre as consequências e forma de enfrentar a caça ilegal.



O plano, que já está sendo implantado desde o final do ano passado, está previsto para ser oficialmente entregue aos gestores das instituições parceiras ainda no primeiro trimestre e tem o intuito de fortalecer a fiscalização para coibir a prática de caça ilegal de onça-pintadas e suas presas dentro do PE do Turvo, localizado no município de Derrubadas, no noroeste do estado do Rio Grande do Sul. No cenário atual, o parque se destaca por ser o último lugar no estado a possuir o habitat necessário para a população de onças-pintadas, espécie com elevado risco de extinção.


Para o coordenador do Instituto Curicaca, Alexandre Krob, o Plano Integrado de Controle da Caça de Animais Silvestres na Região do Parque Estadual do Turvo é uma iniciativa inovadora que deve servir de referência para outras Unidades de Conservação do Brasil. A formulação do plano se deu numa série de etapas e atividades, tendo como resultado a definição de seis estratégias de combate à caça na região do Turvo: sermos mais espertos, mais cooperativos, mais qualificados, mais detalhistas e articulados, mais comunicativos e mais analíticos.


Essa iniciativa está atrelada a outras que vem sendo realizadas pelo Instituto Curicaca no projeto Onças do Yucumã. "Além do curso de qualificação dos agentes, foi realizado um diagnóstico com denúncia ao Ministério Público Estadual sobre a grave situação da caça dentro do Parque e a fragilidade da Sema/RS em cumprir com sua responsabilidade de combatê-la. Também elaboramos e veiculamos um Podcast sobre os riscos trazidos pela caça e consumo de carne de animais silvestres como causa de zoonoses e pandemias. Desde o ano passado mantemos uma campanha de esclarecimento da sociedade sobre os impactos da caça", informa a bióloga Letícia Bolzan, coordenadora executiva das ações pelo Instituto Curicaca.


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