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Plano de Manejo da ReBio Mata Paludosa é iniciado

Com a compra de terras por parte do Estado e atenuação de conflitos na Reserva Biológica Estadual Mata Paludosa, criou-se um momento propício para a elaboração do plano de manejo desta Unidade de Conservação. A reunião extraordinária do Conselho Consultivo da ReBio Mata Paludosa, que aconteceu no dia 15 de outubro, tratou especificamente do início da elaboração do plano, focando no desenho do planejamento e nas formas de participação social.


Paola Prates Stumpf, Coordenadora de Planos de Manejo da Divisão de Unidades de Conservação (DUC), expôs aos membros presentes na reunião como seria formulado o plano, pensando na dinâmica das diferentes fases. Houve destaque para a participação e envolvimento da comunidade e dos atores ligados a UC na tomada de decisões que envolvam o planejamento. Foram definidas em que fases as ONGs, associações de agricultores, prefeituras e os pesquisadores estarão atuando, conforme suas adequações aos temas.



Durante a reunião, destacou-se a importância da inclusão de um programa de regularização fundiária no plano de manejo da ReBio Mata Paludosa. Este tipo de programa não é comum em Unidades de Conservação, embora diversas UCs do Rio Grande do Sul possuam grandes problemas envolvendo esta questão. Segundo Alexandre Krob, Coordenador do Instituto Curicaca, a preocupação com o planejamento estratégico da regularização fundiária tem sido levada pela ONG aos conselhos onde atua. Um compromisso maior foi cobrado dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e Serra Geral. A primeira iniciativa de planejamento fundiário está ocorrendo no Parque Estadual de Itapeva, agora chegou a vez da Paludosa, sendo importante que proprietários, sindicatos rurais e a prefeitura estejam vinculados a esse processo.


Não há um prazo estabelecido para a finalização do plano de manejo, mas o Conselho prevê em torno de um ano e meio para conclusão do processo. O desenvolvimento do plano se dará de forma mais intensa a partir do início de 2014. Alexandre Krob afirma que a construção de um plano através da participação de diversos setores da sociedade traz consistência às decisões tomadas. Para construir negociações e acordos é preciso um pouco mais de tempo, porém este tempo é necessário para que esses acordos sejam consolidados e possam transformar o plano em algo concreto.

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