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PROCERVO busca entender interação entre cervo e gado

Em algumas áreas da bacia do rio Gravataí, o cervo-do pantanal e o gado ocupam espaços próximos entre si ou até o mesmo ambiente. Como essa interação entre o animal silvestre e o doméstico ocorre ainda é uma questão desconhecida e pouco estudada no Rio Grande do Sul. A pecuária tem sido uma atividade comum na região há muito tempo, com pequenas criações para a subsistência em propriedades familiares, até grandes fazendas que abastecem frigoríficos da região metropolitana.


Uma das ações do Programa de Conservação do Cervo-do-pantanal no Rio Grande do Sul (PROCERVO) que começou a ser executada neste ano é o entendimento dessas interações na região onde vive a última população do cervo no estado. O objetivo é entender a cadeia de produção pecuária, conhecer mais de perto a prática sanitária e saber como os órgãos de extensão agropecuária têm atuado na região.


Para isso, a partir de março, técnicos do Instituto Curicaca e alunos de veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) realizarão um trabalho de campo na região do entorno do Refúgio da Vida Silvestre Banhado dos Pachecos e na Área de Proteção Ambiental do Banhado Grande, que inclui os municípios de Viamão, Santo Antônio da Patrulha, Glorinha e Gravataí.


A relação entre as duas espécies pode acontecer de forma harmoniosa e, inclusive, positiva, se alguns cuidados forem tomados. A partir da compreensão do cenário local, serão definidas novas ações com base no que for apresentado.

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