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Situação de roedores no litoral norte exige cuidados

O tuco-tuco é um pequeno roedor que passa a maior parte de sua vida em galerias subterrâneas, emergindo apenas ocasionalmente para buscar alimento. A espécie sofre com a expansão urbana no litoral norte e corre o risco de desaparecer das praias gaúchas. O Instituto Curicaca acredita que o planejamento, o respeito à legislação e a educação dos veranistas podem levar à preservação destes animais.


Duas espécies de tuco-tucos habitam o litoral norte: a Ctenomys flamarioni, que vive na primeira região de dunas perto da praia, e a Ctenomys minutus, que vive nas dunas perto das lagoas. Uma delas, a C. flamarioni, já foi, inclusive, colocada na lista vermelha da União Mundial para a Natureza (IUCN) como ameaçada de extinção. O grande problema está na construção de loteamentos, condomínios e calçadões sobre as dunas, que são consideradas áreas de preservação permanente e devem ser protegidas.


A pavimentação do solo retira o espaço dos tuco-tucos, que ficam sem saída para a superfície. Além disso, ficam sem alimentos, que são principalmente as raízes e tubérculos das plantas que crescem na areia. O desconhecimento da população quanto aos riscos que a espécie sofre, leva muitos moradores a perseguir os roedores que aparecem em seus terrenos. É natural para a espécie cavar uma toca ou buraco nos jardins das casas a partir de suas galerias. Isso acaba incomodando os veranistas, e acabam prevalecendo os interesses numa grama lisa aos cuidados com os roedores.


Como ajudar esses simpáticos moradores do litoral a perpetuar sua espécie? A ONG tem atuado junto à FEPAM (Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler) e ao Ministério Público fiscalizando e monitorando o Licenciamento Ambiental das novas construções nas praias. Outra ação importante nesse sentido, é a criação e a implantação de corredores ecológicos (faixas do território que têm por propósito ligar fragmentos de ambientes naturais, como as dunas, ou unidades de conservação). O tema faz parte também do trabalho educativo de conscientização ambiental que é realizado com a população – escolas, professores e alunos. A preservação da biodiversidade é fundamental para um desenvolvimento sustentável e seguro.

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