Delimitação e planejamento para implantação de corredores ecológicos na Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Espinilho

Em xxxx foi entregue à Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Sema – o desenho e planejamento dos corredores ecológicos para o Parque Estadual do Espinilho, localizado em Barra do Quaraí (RS). O trabalho, realizado pelo Instituto Curicaca no âmbito do projeto RS Biodiversidade, buscou conectar os remanescentes da Formação Parque Espinilho (matas com espinilho, algarrobo e inhanduvá) existentes dentro e fora da Unidade de Conservação e definir estratégias de gestão do território que ajudem no fluxo de espécies e na restauração do ecossistema. 


De forma inovadora, dessa vez o foco foi olhar para os corredores ecológicos a partir da interação necessária com o Cadastro Ambiental Rural. Valorizando a diretriz de que a definição de Reservas Legais deve contribuir para o funcionamento de corredores, foi realizado um diagnóstico da situação de cada uma das propriedades em volta do Parque. Com base nas mesmas imagens de satélite que são utilizadas pelo CAR, a análise do território mapeou o uso, a cobertura do solo e as áreas de preservação permanente, definiu os melhores caminhos e sugeriu que ações nas propriedades, como a criação de Reserva Legal, passem a priorizar estes caminhos.


O planejamento também levou em conta a condição da Unidade de Conservação. Há uma grande potencialidade de o Parque implantar o turismo de observação de aves, já que esta é uma grande riqueza associada ao mosaico de matas e campos nativos. Entretanto, há uma caminhada grande a ser percorrida. Por enquanto, a efetividade da área protegida pode ser considerada baixa, com limitações de recursos humanos, pouca infraestrutura, escassas ações de controle e fiscalização, também sofre com a caça e pesca irregulares, o que  provoca grande descontentamento da população local. Os pecuaristas do entorno estão muito indignados que o abigeato, prática comum e pouco combatida na região, aproveita-se das áreas do Parque para matar e carnear bois e ovelhas, que depois são livremente vendidas na cidade. Uma série de recomendações para o bom funcionamento da UC foi incluída no plano link do plano.

Situação: concluído


Equipe envolvida: Alexandre Krob, 


Parceiros: Projeto RS Biodiversidade (Governo do Estado do Rio Grande do Sul)


Apoio Financeiro: Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Rio Grande do Sul (Sema/RS), Parque Estadual de Espinilho

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