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Reserva da Biosfera do Pampa sai do campo das ideias facilitada pelo Curicaca

Há cerca de 20 anos o Instituto Curicaca se integrou à Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, inicialmente como membro do Comitê Estadual do Rio Grande do Sul, onde logo foi eleito presidente em diversas gestões, passando também a membro do Conselho Nacional em diferentes momentos. Nosso coordenador técnico, Alexandre Krob, que também foi coordenador da Região Sul da RBMA – RS, SC, PR e MS -, tem nos proporcionado muita experiência, lições e aprendizados que queremos compartilhar.


Breve histórico para chegar ao que importa, o fato que nossa antiga vontade de ajudar na criação dessa categoria de área protegida no único bioma terrestre brasileiro onde ela ainda não existe saiu do campo das ideias. No dia 17 de dezembro de 2021, realizamos a reunião semente de criação da Reserva de Biosfera do Pampa. Buscamos o protagonismo da sociedade civil e convidamos para o que consideramos a pedra fundamental do processo representantes da UFRGS, PUCRS, Comitê Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais, Conselho Estadual do Povos Indígenas, Fundação Luterana de Diaconia e o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.



O grupo, que receberá apoio do Núcleo Pampa do Instituto Curicaca, estabeleceu uma agenda de trabalho onde pretende compreender detalhadamente o funcionamento dessa área protegida de gestão territorial, apreender com as experiências das demais reservas de biosfera brasileiras e dos países vizinhos, pensar uma proposta de sistema de gestão e um esboço de território que possa compor a primeira fase. A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, por exemplo, está na fase VII de atualização e foi na fase VI que incorporou áreas de transição com o Pampa buscando a conservação de corredores florestais e indiretamente do primo ainda desamparado.


“O processo é complexo, deve levar por volta de dois anos até estar pronto para ser enviado ao Programa O Homem e a Biosfera da Unesco, o que deverá ser acertado com aqueles que venham a assumir o Governo Brasileiro em 2022, portanto, não há mais tempo a perder”, considera Alexandre. “À medida que se aperfeiçoe o entendimento do grupo semente, outros setores e instituições deverão ser convidados, considerando a necessidade de participação de instituições públicas, de organizações da sociedade civil e da população residente”, complementa.


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