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Seguem os esforços pela criação da Reserva da Biosfera do Pampa

No dia 23 de outubro, realizou-se uma reunião entre o coordenador técnico do Instituto Curicaca, Alexandre Krob, e a presidente da Fundação Zoobotânica (FZB), Arlete Ieda Pasqualetto. Nela, o tema da criação da Reserva da Biosfera do Pampa foi revisitado, com o objetivo de nivelar os conhecimentos sobre os passos já realizados e os principais entraves. A intenção da FZB é promover um evento, aproveitando o Dia Nacional do Pampa (17 de dezembro), pela retomada oficial das tratativas. O bioma pampa é o mais novo entre os brasileiros, reconhecido apenas em 2004, e abriga mais de 3.000 espécies de plantas vasculares, 385 espécies de aves e 90 espécies de mamíferos. Entre as espécies nativas, 26 encontram-se sob ameaça de extinção, enquanto apenas 1,5% de seu território é tombado.


A criação da Reserva faz parte da pauta do Instituto Curicaca há anos. Os primeiros esforços foram tomados em 2005, dentro do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica do Rio Grande do Sul (CERBMA/RS), com a proposta, inclusive, da criação de um núcleo embrionário, com instituições internas e externas. Em 2009 a Unesco chegou a contratar um primeiro esboço da Reserva, mas a iniciativa ficou de fora das prioridades do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Em fevereiro de 2012, contudo, o projeto da URB-AL Pampa “Aglomerados Urbanos em Áreas Protegidas” voltou a tratar do tema atuando no sentido de criar uma rede de cooperação entre os municípios da região. O Instituto Curicaca foi convidado para participar da iniciativa, que resultou numa reunião com o Secretário Estadual de Meio Ambiente, Hélio Corbellini, e desdobramentos possíveis. No entanto, para que o projeto se concretize, é preciso que o governo federal seja proponente junto à Unesco, que cria as reservas internacionalmente.


Caso seja aprovada, a Reserva da Biosfera do Pampa será a oitava desse tipo no Brasil. A Reserva da Biosfera é um tipo especial de reserva que faz parte do programa "O Homem e a Biosfera" criado em 1968 pela Unesco. A proteção do bioma nessas áreas deve atuar em três frontes: a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento econômico sustentável e o incentivo à pesquisa, ao monitoramento e à educação. O esforço pela preservação do ecossistema do pampa por meio de um regime colegiado de gestão é uma das bandeiras do Instituto Curicaca e passo fundamental para a conservação de nosso patrimônio natural e cultural.

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