Conheça mais de nossa biodiversidade
Como pode uma pequena RPPN ser tão importante? A RPPN Mata do Professor está localizada estrategicamente em meio a um corredor de biodiversidade e serve de área fonte para a recolonização e refúgio de muitas espécies da flora e fauna ameaçadas de extinção, protegendo um tipo de floresta quase extinta na região. A RPPN oferece à comunidade uma série de serviços ecossistêmicos fundamentais para a sobrevivência, contribuindo para nossas futuras gerações.
Os animais, as plantas, os ambientes naturais e os serviços ecossistêmicos que protegemos em nossa Unidade de Conservação (UC) privada podem ser melhor conhecidos por quem nos visita, apoia e oferece parceria.
Sapinho-verde-de-barriga-vermelha (Melanophryniscus macrogranulosus)
Açaí-juçara (Euterpe edulis)
Gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus)
Capitão-de-saíra (Attila rufus)
Perereca-castanhola (Itapotihyla langsdorffii)
Perereca-risadinha (Ololygon rizibilis)
Perereca filomedusa (Phyllomedusa distincta)
Perereca verde do brejo (Sphaenorhynchus caramaschii)
Perereca-de-vidro (Vitreorana uranoscopa)
Bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans)
Cuíca-d’água (Chironectes minimus)
Irara (Eira barbara)
Gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi)
Jaguatirica (Leopardus pardalis)
Gato-maracajá (Leopardus wiedii)
Catita-cinza (Marmosa paraguayana)
Quati-de-cauda-anelada (Nasua nasua)
Rato-do-mato-de-nariz-laranja (Wilfredomys oenax)
Perereca-leiteira (Trachycephalus mesophaeus)
Cobra-cipó-metálica (Cercophis auratus)
Come-lesma (Dipsas indica)
Dormideira-cipó (Siphlophis longicaudatus)
Papa-vento-de-barriga-lisa (Urostrophus vautieriI)
Cuíca-graciosa (Gracilinanus microtarsus)
Cuíca-de-três-listras (Monodelphis iheringi)
Borralhara (Mackenziaena severa)
Choquinha-cinzenta (Myrmotherula unicolor)
Papa-taoca-do-sul (Pyriglena leucoptera)
Galinha-do-mato (Formicarius colma)
Arapaçu-liso (Dendrocincla turdina)
Limpa-folha-coroado (Philydor atricapillus)
Maria-da-restinga (Phylloscartes kronei)
Tiririzinho-do-mato (Hemitriccus orbitatus)
Guaracavuçu (Cnemotriccus fuscatus fuscatus)
Picapauzinho-carijó (Picumnus nebulosus)
Gralha-azul (Cyanocorax caeruleus)
Palmito-juçara (Euterpe edulis)
Canela-sassafrás (Ocotea odorifera)
Pindaíba (Xylopia brasiliensis)
Intermédia (Cattleya intermedia)
Azeitona-do-mato (Chionanthus filiformis)
Urtigão (Urera nitida)
Corticeira (Annona cacans)
Mangue-do-mato (Clusia criuva)
Comambaia (Rhipsalis paradoxa)
Pinha-do-brejo (Magnolia ovata)
Bicuíba (Virola bicuhyba)
Cambucá (Plinia edulis)
Maracujá-amarelo (Passiflora actinia)

Fotografia: Márcio Borges-Martins
Sapinho-verde-de-barriga-vermelha Melanophryniscus macrogranulosus
O Sapinho-verde-de-barriga-vermelha é uma espécie endêmica do Brasil e tem registro apenas em duas localidades: nos municípios Maquiné e Dom Pedro de Alcântara (onde a RPPN se localiza). Porém nestes lugares, o sapinho é ameaçado pela grande circulação de pessoas e pela deposição de lixo e/ou de dejetos humanos, o ambiente da RPPN é essencial para a preservação deste animal que está em perigo de extinção.(VU/IUCN; EN/BR; EN/RS)

Fotografia: Felipe Peters
Gato-do-mato-pequeno
Leopardus guttulus
O gato-do-mato é a menor espécie de felino do Brasil e está associado com os remanescentes de vegetação natural, sem os quais desaparece. Ameaçado pelo desmatamento, criação de estradas, comércio ilegal, caça furtiva e pela perda de seu habitat sendo convertido em terras agrícolas, o gato-do-mato está vulnerável à extinção. (VU/IUCN; EN/BR; VU/RS)

O Capitão-de-saíra é encontrado exclusivamente no Brasil, na região da Mata Atlântica. Esta espécie, vulnerável à extinção, alimenta-se de insetos, anfíbios e pequenos frutos, e é essencial para o bom funcionamento do ecossistema onde vive. (LC/IUCN; VU/RS)

Fotografia: Eloir da Silva


Fotografia: Renato Gaiga
Espécie de anuro com hábitos arborícolas, encontrada nas florestas do bioma de Mata Atlântica. Possui dimorfismo sexual, sendo as fêmeas maiores que os machos e podendo depositar até 6000 ovos. Alimenta-se principalmente de artrópodes, na maioria grilos e gafanhotos. (LC/IUCN; LC/BR; CR/RS)

Espécie de anuro que pode ser encontrada em ambientes de mangues durante o período reprodutivo, no qual depositam seus ovos em poças de água
temporárias. Os machos possuem uma coloração amarela mais vívida e possuem uma mancha interocular. Alimentam-se de invertebrados. (CR/RS; LC/BR; LC/IUCN)



Espécie de anuro que possui hábitos arborícolas e noturnos. A coloração verde da espécie serve para camuflagem em meio às folhas das árvores e evitar a
predação de pássaros. A reprodução pode ocorrer com mais de um macho, os ovos são depositados na beira das florestas onde formam-se lagoas temporárias pelas
chuvas. A espécie vem perdendo indivíduos devido a destruição de habitat. (EN/RS; LC/BR; LC/IUCN)

Esta espécie de anuro utiliza vegetações flutuantes em corpos da água para realizar as vocalizações. São animais que habitam áreas de águas lênticas. O ápice da sua reprodução ocorre durante as épocas de chuvas. (EN/RS; LC/BR; LC/IUCN)



Perereca-de-vidro (MUDAR FOTO)
Vitreorana uranoscopa
Espécie endêmica do Brasil que habita as Florestas Atlântica ombrófila mista de Santa Catarina até Rio de Janeiro. Costuma ficar em vegetações herbáceas e
árvores. Durante o período reprodutivo, as fêmeas depositam os ovos em vegetações perto de corpos da água, de modo que os girinos, ao eclodirem, caiam
diretamente na água para continuar seu ciclo. A espécie tem o nome popular de “perereca de vidro” devido a sua transparência corporal que permite ver os órgãos
internos. Não habita águas poluídas, provável motivo que influencia no declínio populacional da espécie. (NT/RS; LC/BR; LC/IUCN)

Bugio-ruivo
Alouatta guariba clamitans
Primatas que andam em grupo e possuem hábitos arborícolas. A subespécie A. guariba clamitans difere pelo dimorfismo sexual notável no qual os machos
possuem a pelagem num ruivo bem avermelhado e lívido, enquanto as fêmeas possuem uma pelagem de coloração mais escura. Utilizam de vocalizações para
comunicação entre indivíduos e grupos. São ótimos indicadores para a presença do vírus da febre amarela, de forma que uma população contaminada com o vírus possui uma maior mortalidade de indivíduos. Contudo, é importante ressaltar que os bugios não são transmissores da doença para o ser humano. Esses animais estão em contato com o meio urbano, podendo sofrer com eletrocussão em fios elétricos, ataques de cachorros e atropelamentos, mesmo que não costumem ficar muito tempo no solo. (VU/RS; VU/BR; VU/IUCN)

Fotografia: Ricardo Venerando


Cuíca-d’água
Chironectes minimus
Marsupiais que possuem hábitos arborícolas, além de uma grande adaptabilidade à locomoção na água. A espécie possui membranas interdigitais utilizadas para facilitar os movimentos aquáticos, além de uma pelagem densa que aumenta a impermeabilidade da água. São animais com maior atividade durante a noite. Utilizam pedras e raízes das árvores nos corpos de água como refúgio. A espécie sofre de perda de habitat. (VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)

Irara
Eira barbara
São mustelídeos que atingem cerca de 1 metro contando a cauda. Possuem adaptações morfológicas que auxiliam a escalada e a corrida, o que auxilia na obtenção de alimento. São animais onívoros, que podem predar pequenos animais ou buscar por frutas e mel nas árvores. As populações vem sofrendo declínio devido a destruição do seu habitat por fins agrícolas e atropelamentos. (VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)

Fotografia: Andreas Kay


Gato-mourisco (TROCAR FOTO)
Herpailurus yagouaroundi
Também conhecido como jaguarundi, o gato mourisco é um parente próximo do puma ou leão-baio (Puma concolor). São mais ativos e caçam durante o dia.
Habitam áreas fechadas como florestas e abertas, com presença de vegetação arbustiva. São comumente avistados sozinhos ou em pares. (VU/RS; VU/BR; VU/IUCN).

Jaguatirica (TROCAR FOTO)
Leopardus pardalis
Felino distribuído em quase toda a extensão do Brasil, também abrangendo outros países da América do Sul. Sua locomoção é variada, sendo bem adaptado para correr, escalar e nadar. Sua dieta é constituída de mamíferos, répteis e aves. Costuma dormir durante o dia no topo das árvores e caçar durante a noite, período
de maior atividade. A espécie sofreu muito com o comércio de peles, mas atualmente a maior ameaça é a destruição e fragmentação do seu habitat. (VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)



Fotografia: Danianderson Carvalho
Gato-maracajá
Leopardus wiedii
Esta espécie de felino é caracterizada pela sua longa cauda, olhos protuberantes e cabeça menor em comparação com a jaguatirica. Possui hábitos
arborícolas e seu período de maior atividade é durante a noite. Ainda pode caçar por emboscada, imitando sons realizados por filhotes de sagui para atrair indivíduos
da espécie e predá-los. (VU/RS; VU/BR; NT/IUCN).

Catita-cinza (AJUSTAR FOTO)
Marmosa paraguayana
São marsupiais escaladores e de hábitos noturnos. A sua dieta é composta principalmente por insetos. Uma das ameaças a espécie é o isolamento de populações através da fragmentação de habitat, diminuindo a variabilidade genética. (VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)

Fotografia: Emanuelle Pasa


Fotografia: William Quatman
Quati-de-cauda-anelada
Nasua nasua
O quati é um animal de hábitos arborícolas, descansando durante o dia no topo das árvores ou pulando entre troncos. Possui garras que ajudam na escalada de árvores e na obtenção de alimento. Sua dieta é baseada em insetos, pequenos vertebrados e frutos, ocasionalmente podem se alimentar de restos de comida humana, como lixos e comedouros. Sua principal característica é a cauda anelada que permanece ereta enquanto o animal se movimenta. As populações vêm declinando devido a perda de habitat. (VU/RS; LC/BR; LC/IUCN).

Rato-do-mato-de-nariz-laranja
Wilfredomys oenax
Uma espécie de roedor com poucos exemplares em coleções científicas e com grau de conservação Em Perigo nas listas estadual, federal e global. A espécie é caracterizada pela pelagem alaranjada no focinho. Avistado algumas vezes em árvores, é suposto que a espécie seja terrícola e arborícola. A população é extremamente fragmentada, sofrendo de perda de habitat pela exploração exacerbada de recursos. (EN/RS; EN/BR; EN/IUCN)

Fotografia: Felipe Peters
Fotografia: Esteban Koch


Fotografia: Esteban Diego Koch
Perereca-leiteira
Trachycephalus mesophaeus
É endêmica da Mata Atlântica e uma das maiores pererecas do Rio Grande do Sul. Arborícola, habita o interior de florestas ou bordas, áreas abertas e também próximo a moradias, sendo encontrada em bromélias, no topo de árvores ou em arbustos. Utiliza banhados, lagoas e poças para reprodução. Machos geralmente cantam após chuva forte e em grandes grupos, com vocalização alta e de notas repetitivas. (LC/RS; LC/BR; LC/IUCN)

Cobra-cipó-metálica (MUDAR FOTO)
Cercophis auratus
Esta espécie de serpente é raramente encontrada. A taxonomia para a espécie foi revisada em 2019, quando Uromacerina ricardinii foi sinonimizada com Cercophis auratus. A espécie possui hábitos arborícolas e diurnos. Caso sinta-se ameaçado, o indivíduo pode apresentar descarga cloacal como mecanismo de defesa. Não possui dentes de inoculação de veneno (dentição áglifa). (DD/RS; LC/BR; DD/IUCN)

Fotografia: Esteban Koch


Come-lesma (MUDAR FOTO)
Dipsas indica
Também podendo ser conhecida popularmente como “dormideira”, esta espécie possui hábitos noturnos e dentição áglifa (sem dente inoculador de peçonha). Morfologicamente apresenta cabeça e olhos grandes, com pupilas verticais. Como mecanismo de defesa, o indivíduo pode achatar e triangular a sua cabeça, para assemelhar-se a espécies de víboras (como as jararacas e cascavéis), de modo que espante a ameaça. Sua alimentação consiste principalmente de lesmas, razão pela qual é conhecida como “come-lesma”. (DD/RS; LC/BR; LC/IUCN)

Dormideira-cipó (TROCAR FOTO)
Siphlophis longicaudatus
Espécie de serpente com hábitos arborícolas que costuma repousar em árvores ou vegetações altas. Alimenta-se pequenas cobras, mamíferos, sapos e ovos de lagarto, mas principalmente de espécies de lagartos. A espécie é mais ativa durante a noite. A espécie possui vários mecanismos de defesa contra predadores, incluindo elevação e triangulação da cabeça, pescoço em formato de “S" e descarga cloacal. (DD/RS; LC/BR; LC/IUCN)

Fotografia: Esteban Koch


Papa-vento-de-barriga-lisa (TROCAR FOTO)
Urostrophus vautieriI
Esta espécie de lagarto tem hábitos diurnos e arborícolas. São ovíparos, podendo colocar de 6 a 13 ovos. Utiliza de camuflagem para evitar predação e tende a ficar imóvel até conseguir uma oportunidade de fuga. Durante os primeiros anos de vida, possuem uma coloração mais vívida, contendo azul e verde. (DD/RS; LC/BR; LC/IUCN)

Cuíca-graciosa
Gracilinanus microtarsus
Espécie de marsupial que possui hábitos arborícolas e noturnos. Sua dieta baseia-se em insetos, outros artrópodes e frutas. A espécie não possui bolsas para armazenar os filhotes. O período de reprodução ocorre entre agosto e setembro. (DD/RS; LC/BR; LC/IUCN)

Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Esteban Koch


Cuíca-de-três-listras (TROCAR FOTO)
Monodelphis iheringi
Também chamada de catita, esta espécie de marsupial habita florestas. Encontros com esses animais são raros. Consomem insetos e frutas, sendo considerados insetívoros-onívoros. Além da fragmentação de habitat, a predação por gatos domésticos soltos próximo a áreas de floresta preservada ameaça as populações da espécie. (DD/RS; LC/BR; DD/IUCN)
Borralhara
Mackenziaena severa
A borralhara tem distribuição restrita à Mata Atlântica e, no Brasil, ocorre desde o sul da Bahia até o seu limite meridional no Rio Grande do Sul. Até altitudes de 1400 m, habita o sub-bosque e estrato médio de matas úmidas em diferentes graus de degradação, mas principalmente matas secundárias com adensamentos de cipós ou bambus. Geralmente aos pares, mas difíceis de observar. Macho e fêmea possuem íris avermelhada e destacado dimorfismo sexual. (VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Choquinha-cinzenta
Myrmotherula unicolor
A choquinha-cinzenta é endêmica da Mata Atlântica brasileira, ocorrendo do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, nas baixadas próximas ao litoral. Nestas paisagens ameaçadas habita o sub-bosque e o estrato médio de matas secundárias ricas em troncos finos, folhas mortas e trepadeiras; também bordas e clareiras. Vasculha as ramagens sozinha ou em pares, frequentemente associadas a bandos mistos. Machos são cinzas e fêmeas, ruivas.
(VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Papa-taoca-do-sul
Pyriglena leucoptera
A papa-taoca-do-sul ocorre da Bahia ao Rio Grande do Sul, e no Uruguai, Argentina e Paraguai. De regiões baixas até 1250 m de altitude, é encontrada no sub-bosque denso de florestas úmidas secundárias, mais frequentemente nas bordas ou em clareiras, e capoeiras. Salta pela ramagem ou no solo perseguindo formigas de correição e outros artrópodes, em pares ou grupos. Macho negro reluzente e fêmea parda, ambos com olhos vermelhos.
(NT/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Galinha-do-mato
Formicarius colma
A galinha-do-mato está amplamente distribuída na América do Sul, porém é uma espécie incomum. Ocorre nas matas de terra firme e de várzea, em florestas sobre solos arenosos e na Mata Atlântica, sendo sensível a ambientes alterados. Forrageiam no chão ou à baixa altura, em matas de baixada e sopés de encostas. Pode ser encontrada sozinha ou em pequenos grupos. Arisca e difícil de observar, geralmente canta empoleirada em troncos caídos.
(EN/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Arapaçu-liso
Dendrocincla turdina
O arapaçu-liso é quase endêmico do sudeste brasileiro, mas sua distribuição se estende brevemente até o Paraguai e a Argentina. Especialmente sensível à qualidade dos fragmentos florestais onde persiste, ocupa principalmente o interior de florestas úmidas primárias e secundárias altas de baixadas. No sub-bosque e estrato médio investigam a casca de troncos em busca de artrópodes ou seguem correições de formigas. Geralmente solitários, mas podem seguir bandos mistos.
(CR/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Limpa-folha-coroado
Philydor atricapillus
O limpa-folha-coroado ocorre no sudeste brasileiro, Paraguai e Argentina. Frequenta o sub-bosque de florestas úmidas de baixadas primárias e secundárias altas, até 1050 m. Move-se acrobaticamente para catar artrópodes de detritos pendurados, folhagens e epífitas (especialmente bromeliáceas), ocasionalmente se agarrando em troncos. Solitária ou em pares, geralmente em bandos mistos.
(VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Maria-da-restinga
Phylloscartes kronei
A maria-da-restinga é endêmica do sul e sudeste do Brasil, com distribuição restrita. Habita baixas alturas até o dossel de bordas de restingas arbóreas, florestas esparsas, capoeirões e bordas de matas secundárias próximas ao nível do mar. Lançando-se de ramos inclinados para capturar presas, forrageia solitária ou aos pares e acompanha bandos mistos.
(VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Tiririzinho-do-mato
Hemitriccus orbitatus
O tiririzinho-do-mato é endêmico do sudeste do Brasil. Encontrado no interior de matas úmidas de baixada e encosta, também em matas secundárias mais altas, e é mais comum até 600 m de altitude. Forrageia em alturas baixas ao sub-dossel em emaranhados denso de lianas e cipós ou em bambuzais fechados, sozinho ou em pares.
(CR/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Guaracavuçu
Cnemotriccus fuscatus fuscatus
Apesar da espécie estar distribuída por quase toda a América Latina, a subespécie C. f. fuscatus está restrita ao sudeste do Brasil e nordeste da Argentina. No sub-bosque denso de matas paludosas e de restinga, do nível do mar até 200 m de altitude, Investiga ao redor em poleiros de até 3 m de altura e captura insetos da folhagem ou do chão. Solitário ou em pares esparsos, é discreto e arisco.
(VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Picapauzinho-carijó
Picumnus nebulosus
O picapauzinho-carijó ocorre ao sul do Brasil, no Uruguai e Argentina. Habita preferencialmente matas de planície com denso sub-bosque, mas também florestas de araucária, matas de galeria e capoeiras. Geralmente associado a bordas e áreas com bambu. Explora ramos finos em baixa à média altura, sozinho ou com bandos mistos. Os machos possuem a testa vermelha.
(LC/RS; LC/BR; NT/IUCN)
Gralha-azul
Cyanocorax caeruleus
A gralha-azul pode ser encontrada ao sul do Brasil e nordeste da Argentina. É símbolo das florestas com araucárias, porém não é exclusiva de pinheirais. Ocupa interior e as bordas de florestas e capoeiras arbóreas da Mata Atlântica, de terras baixas até 1000 metros de altitude. Gregária, pousa em poleiros altos, podendo descer para se alimentar.
(LC/RS; LC/BR; NT/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Palmito-juçara
Euterpe edulis
Nativa da Mata Atlântica, é conhecida pelo seu palmito de grande interesse comercial. O corte ilegal e a destruição do seu bioma de ocorrência ameaçam a sua conservação e mais de 48 espécies de aves e 20 de mamíferos que utilizam sua semente como alimento.
(EN/RS; VU/BR; LC/IUCN)
Canela-sassafrás
Ocotea odorifera
Muito explorada para a extração de sua madeira, de alta qualidade para uso em construção civil, e de óleo, importante para as indústrias química, alimentícia e farmacêutica, fazendo com que a canela-sassafrás esteja criticamente ameaçada de extinção.
(CR/RS; EN/BR; LC/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Pindaíba
Xylopia brasiliensis
No Rio Grande do Sul, a pindaíba ocorre apenas na região de Torres e é considerada excelente para a confecção de remos. A extração ilegal e o desmatamento, pecuária, mineração e construção de barragens nas suas áreas de ocorrência colocam esta espécie em risco de extinção. É polinizada por besouros e seus frutos são muito apreciados por pássaros. (CR/RS; VU/BR; LC/IUCN)
Intermédia
Cattleya intermedia
Esta orquídea endêmica está distribuída do sudeste ao sul do Brasil. É famosa por sua beleza, tendo sido coletada de forma predatória desde a década de 1940. No Rio Grande do Sul, a expansão da agricultura em terras baixas, planas e alagadiças que abrigam as árvores hospedeiras da orquídea também é uma pressão importante sobre suas populações.
(VU/RS; VU/BR; LC/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Azeitona-do-mato
Chionanthus filiformis
Ocorre na Mata Atlântica das regiões sudeste e sul do Brasil. Possui frutos azuis quando maduros que são muito apreciados pelos pássaros e é uma árvore muito ornamental quando está com flores. (VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Urtigão
Urera nitida
O urtigão apresenta ampla distribuição na Mata Atlântica, comum nas margens de rios, mas ameaçado pela perda de habitat. É conhecido por suas propriedades irritantes à pele e por ser uma planta alimentícia não convencional, considerada a urtiga de melhor sabor e a mais nutritiva.
(VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Corticeira
Annona cacans
O araticum é ornamental, comestível e importante no reflorestamento para a recuperação ambiental, pois seus frutos são procurados por pássaros, répteis e mamíferos, sendo estes últimos seus principais dispersores. (VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Mangue-do-mato
Clusia criuva
A criúva é uma árvore que ocorre nos domínios da Mata Atlântica e do Cerrado, estando amplamente distribuída. Espécie melífera cujas flores aromáticas atraem abelhas e besouros que fazem sua polinização. Também é indicada para o paisagismo em áreas litorâneas. Principalmente dispersa por aves, mas também por formigas e mamíferos arbóreos.
(VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Comambaia
Rhipsalis paradoxa
O araticum é ornamental, comestível e importante no reflorestamento para a recuperação ambiental, pois seus frutos são procurados por pássaros, répteis e mamíferos, sendo estes últimos seus principais dispersores. (VU/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Pinha-do-brejo
Magnolia ovata
A pinha-do-brejo se desenvolve melhor em florestas densas e úmidas de planície ou meia encosta, apesar de estar amplamente distribuída no Brasil, e é regionalmente ameaçada pela exploração extensiva. Tem potencial paisagístico, medicinal, para artesanato, para a produção de óleo das flores e sementes, e sugerida como prioritária em projetos de regeneração de mata ciliar. Seus frutos são muito atrativos para a avifauna.
(EN/RS; LC/BR; LC/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Bicuíba
Virola bicuhyba
A bicuíba é exclusiva da Floresta Ombrófila Densa, porém mais rara nas planícies litorâneas e chapadas da serra da Região Sul. Destaca-se por suas copas largas com folhagens esparsas. Estima-se que o corte seletivo tenha reduzido a população global em até 65%. Suas sementes e folhas alimentam animais silvestres, e portanto é indicada para reflorestamento. O “sangue-de-bicuíba”, como é conhecida sua seiva, tem propriedades hemostáticas e antidisentéricas. (EN/RS; EN/BR; LC/IUCN)
Cambucá
Plinia edulis
O cambucá é uma árvore nativa da zona litorânea da Mata Atlântica, onde teve grande importância cultural e econômica até a primeira metade do século XX, sendo hoje considerada uma raridade devido ao desmatamento, à pecuária e à expansão urbana. Seus frutos se destacam pelo formato arredondado e pela casca espessa, que envolve uma polpa doce e suculenta parecida com a jabuticaba.
(DD/RS; VU/BR; VU/IUCN)
Fotografia: Timothy J. Colston
Fotografia: Timothy J. Colston
Maracujá-amarelo
Passiflora actinia
Trepadeira de flores vistosas que ocorre desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, onde se encontra em perigo de extinção. Encontrada no interior da mata, raramente nas bordas ou vegetações mais abertas, como capoeiras e capoeirões. Polinizada principalmente pelas mamangavas, mas também visitada por moscas, abelhas, besouros e beija-flores. (EN/RS; LC/BR; LC/IUCN)

