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MMA lança na CONABIO a principal política brasileira para a biodiversidade alinhada às metas da CDB para 2025-30

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, durante a 21ª Reunião Extraordinária da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), a Estratégia e Plano Nacional para a Biodiversidade (EPANB), documento que orientará as ações do Brasil na agenda da conservação até 2030.

A publicação retoma uma política fundamental que havia permanecido desatualizada durante a gestão anterior, com metas brasileiras alinhadas ao Marco Global de Kunming-Montreal, da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). São 234 ações e envolvendo mais de 20 ministérios e 30 instituições federais, com diretrizes para a conservação da biodiversidade, prevendo a proteção de 80% da Amazônia e 30% dos demais biomas, além da recuperação de pelo menos 30% das áreas degradadas em cada um deles e no sistema costeiro-marinho.


Para o Curicaca, o lançamento representa um avanço estratégico, pois fortalece agendas que a organização defende há décadas, como a conservação de habitats, a restauração ecológica, a valorização dos saberes tradicionais e a integração entre biodiversidade, clima e combate à desertificação. Segundo o coordenador técnico e de políticas públicas do Instituto, Alexandre Krob, a nova estratégia é uma grande conquista e um dos instrumentos mais importantes de compromisso para com a biodiversidade brasileira e mundial. "Parabenizamos o MMA e o Governo Brasileiro por terem conduzido de maneira brilhante as negociações intersetoriais e interministeriais para chegarmos a nova EPANB. Ficamos muito felizes em ter participado ativamente desse processo”, destacou.


A consolidação da EPANB avança num ambiente institucional mais consistente e comprometido com a conservação, oferecendo orientações fundamentais para políticas públicas, investimentos e ações nos territórios. De acordo com Alexandre, o Curicaca seguirá dedicando esforços para a implementação do planejamento. “A sociedade civil está se organizando para o monitoramento da implementação, necessário inclusive para garantir a continuidade dos compromissos atuais após as eleições de 2026", finalizou.


 
 
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