PROCERVO - Programa de conservação do cervo-do-pantanal no Rio Grande do Sul

O Programa de Conservação do Cervo-do-Pantanal no Rio Grande do Sul, PROCERVO, busca a preservação do maior cervídeo da América do Sul, que tem uma população relictual na Bacia do Gravataí. Essa população está reduzida a algumas dezenas de animais, totalmente isolados de outras populações da espécie, e foi esse o motivo da criação do programa permanente em 2010.

Grande parte da população desse cervídeo está no Pantanal brasileiro e na Argentina, no Uruguai já é considerado extinto. No Rio Grande do Sul, a única população da espécie vive no Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pacheco e a na APA do Banhado Grande. Suas principais ameaças são a caça e a degradação de seu habitat natural, os banhados e campos úmidos, nos quais coexiste com várias outras espécies ameaçadas de extinção. É considerado criticamente em perigo no Livro Vermelho do RS e uma espécie vulnerável nacional (IBAMA) e internacionalmente (IUCN).
 

A conservação de seu habitat garante também alguns preciosos serviços ecossistêmicos, como a qualidade da água que recarrega o Aqüífero Coxilha das Lombas ou chega ao rio Gravataí, a imobilização de carbono, a estabilidade microclimática, o lazer de moradores locais e visitantes. Num conceito mais amplo, é uma espécie guarda-chuva de todo um ecossistema e também dos seres humanos. O cervo só será preservado se conseguirmos criar na bacia um território sustentável. Seu carisma o eleva a espécie bandeira dessa transformação.


A preocupação com o cervo encontrava-se dispersa em agendas isoladas, tão fragmentadas quanto seu ambiente. A complexidade do desafio exigia visão sistêmica, articulação interinstitucional, planejamento, ação coordenada e continuidade. Criamos então o PROCERVO, um programa permanente, com estratégias que visam impedir o desaparecimento do cervo no estado. O programa tem quatro eixos temáticos: proteção direta da biodiversidade; desenvolvimento sustentável; educação ambiental; e políticas públicas. Um dos primeiros resultados foi o desenho de um corredor ecológico como foco das ações que garantiriam a circulação dos animais pela região e a elaboração de um plano de conservação da espécie e seu habitat, baseado nas ameaças, e que definiu cerca de 20 ações estratégicas.
 

Recentemente, pesquisadores do Instituto Curicaca e do Centro de Ecologia da UFRGS intensificaram as busca pelo cervo-do pantanal na APA e no Refúgio. Com o uso de drones e de estudos genéticos se busca melhor compreender a situação da população relictual e suas ameaças. Outra contribuição vem sendo nos subsídios e participação técnica na elaboração dos planos de manejo das duas Unidades de Conservação.

 

Situação - Contínuo desde 2010

Parceiros - Centro de Ecologia da UFRGS, Fundação Zoobotânica, Sema/RS, PUCRS,
Nupecce/UNESP, INCRA


Financiadores - Fundação Grupo Boticário, MDA


Equipe Técnica - Instituto Curicaca: Alexandre Krob, Caroline Diegues, Ismael Verrastro Brack, Bruna Arbo Meneses - UFRGS: Andreas Kindel - FZB: Jan Carel Felix Mähler Jr., Glayson Bencke, Maria do Carmo Both - Sema/RS: André Osório, Paola Stumpf, Denise Machado - PUCRS: Eduardo Eizirik - NuPeCe: Maurício Barbanti.

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